Terras de Bruxelas

A diversidade na Floresta de Soignes
(Forêt de Soignes)

Uma floresta saudável precisa de biodiversidade. E, por outro lado, uma floresta saudável providencia biodiversidade. Um implica o outro, quando a flora, fauna e mesmo na manutenção sustentada dos solos. Na Floresta de Soignes, como em qualquer outra floresta acompanhada e cuidada, os meios para manter aquele equilíbrio não só são uma preocupação, mas também assunto de discórdia. A principal razão por trás da discussão é o risco desta floresta se tornar uma mono-cultura de faias. As faias podem não ser tão amigas da diversidade, evitando a chegada de luz aos níveis inferiores da floresta e acidificando os solos. A beleza da imponente Floresta Faial-Catedral não significa necessariamente bons níveis de biodiversidade, uma floresta saudável e a sua sustentabilidade.

CAUSA: informar sobre esta questão e discussão; no terreno, ver como a luz e a diversidade são afectadas pelas árvores; fotografar com luz fraca e grandes contrastes de luz.

Trabalho duro na Floresta de Soignes
(Forêt de Soignes)

A Floresta de Soignes envolve muita gente a trabalhar, em si e para si. A área actual de mais de 4300 hectares exige acompanhamento constante, atenção e controlo. Há os guardas florestais, os guias de natureza, os madeireiros. Há quem cuide dos solos, árvores, arbustos e mesmo dos animais. Há também associações e pessoas individuais que despendem tempo na e pela Floresta. A Floresta de Soignes é também resultado do esforço de muitas pessoas válidas e críticas.

CAUSA: humanizar a floresta que é também acompanhada e protegida de muitas formas e por muitos; veicular informação sobre o assunto; fotografar estas pessoas, ajudando no apreço pelo seu trabalho e esforço.

Ecoductos para travessia de vida selvagem,
na Floresta de Soignes (Forêt de Soignes)

Sendo cruzadas por grandes vias, a vida na Floresta de Soignes é directamente afectada. Alguns animais simplesmente não as podem cruzar ou, se o fazem correm o risco de serem mortas (ou de matar alguém). A consequência directa é existirem zonas onde os animais ficam confinados por longos períodos on mesmo durante a sua vida – fragmentação de habitats. Para além do risco de fuga e de maior mortalidade, a quebra de ligações naturais entre indivíduos naquilo que deveria ser uma vida independente (durante a reprodução, por exemplo) resulta em consanguinidade e endogamia, a longo prazo. É uma ameaça à biodiversidade, por isto. Os ecoductos providenciam formas de cruzamento aos animais, para reduzir aqueles efeitos, especialmente no caso dos animais que não cruzam os túneis construídos debaixo das vias, como é o caso da corça.

CAUSA: dar informação sobre o problema, directamente no terreno; ouvir pessoas que têm uma opinião informada sobre esta necessidade.

Redução de ruído das autoestradas para a vida selvagem e pessoas,
na Floresta de Soignes (Forêt de Soignes)

As auto-estradas, estradas e caminhos-de-ferro não só afectam a geografia mas também o ambiente acústico da floresta. Naturalmente, assim como o ruído nos afecta no dia-a-dia, no nosso sono, saúde e stress, o mesmo acontece à fauna da Floresta de Soignes. As autoestradas estão lá, é certo, são necessárias e usadas por todos nós, como resultado da evolução e necessidades da Humanidade. Mas nos dias de hoje, há também formas de reduzir o ruído em zonas Naturais sensíveis, para além de zona residenciais. Essa evolução da Humanidade também implicou estudos que concluíram que o ruído tem consequências nas populações de animais, na diversidade de espécies e na sua reprodução. Também permitiu a invenção de barreiras acústicas eficazes, de longa duração, necessárias para reduzir tal ruído.

CAUSA: informar sobre o assunto; sentir directamente no terreno os efeitos rápidos do ruído, aos caminhantes perto das estradas; cruzar zonas silenciosas e barulhentas, avaliando o bem-estar de forma subjectiva.

Nota: Estes textos reflectem unicamente a visão/opinião subjectiva e pessoal dos fotógrafos responsáveis pelos Workshops e seus colaboradores, justificando porque os consideraram como “causas”.