Terras do Alto Alentejo

Vinho e Vinhas do Alto Alentejo (Borba e Estremoz)

Desde tempos idos, o Alto Alentejo tem sido uma região de produção de vinho. Vinhas eram já plantadas aqui pelos Romanos, conhecidos apreciadores do vinho. O Terroir nos anos recentes e o mercado mundial fortemente competitivo exigiram um trabalho árduo de evolução e de mudança, sempre mantendo seguros e cuidados as castas da região, as raízes culturais e algumas técnicas de base. A qualidade é obrigatória, desde manter um olhar atento nas vinhas durante o ano até obter um vinho excelente na garrafa e comercializá-lo no mercado global. Local não é suficiente, de forma alguma e doravante. Mas para além de tudo isto, há uma exigência e uma oportunidade novas para os produtores de uva e adegas – o turismo local, trazendo novas pessoas de regiões locais e do mundo. Se for de uma forma sustentada, o vinho e o turismo local têm um caminho muito frutífero à sua frente, na região. A geografia, o clima, a flora e até mesmo a luz são as da Califórnia, da Provença ou da Toscânia. E as questões à volta do vinho e do turismo são as mesmas, entre as suas próprias e únicas culturas locais.

CAUSA: ajudar na evolução dos produtos do vinho, adegas e vinhas, a serem ligados a turismo local e cultura de forma sustentada, para um conceito/produto mais vasto, como um todo; mostrar as diferentes formas de manter e cuidar da vinha e de produzir o vinho; fotograficamente registar as pessoas no trabalho, a paisagem, a luz única, as geometrias e as texturas.

O Sobreiro e outros Grandes Carvalhos

Há grandes, grandes e maravilhosas árvores nesta região, especialmente Carvalhos (Quercus). Algumas são referências locais conhecidas de alguns, outros foram esquecidos. Outros foram entretanto arrancados e cortados, mesmo com séculos de vida. No meio do desenvolvimento agrícola, necessário na zona, há situações de preservação de grandes árvores e outras de perda. Vem ao de cima a questão recorrente do desenvolvimento e do registo e manutenção da história e do velho. Nisto incluem-se essas tais grandes árvores. Se o Sobreiro é uma tão importante fonte económica e desenvolvimento do país, especialmente pela produção de cortiça (num mundo combativo e absurdo que tenta substituir rolhas de cortiça por plástico, inventando que as árvores morrem para se extrair a cortiça), lembremo-nos que é um Quercus, e que estes têm uma função na nossa floresta e vidas.

CAUSA: registar grandes carvalhos na zona, não só sobreiros como azinheiras, o cerquinho e o negral; tomar contacto direto com a vida que um carvalho aporta, desde no solo, casca, tronco, folhas e em seu redor; informar sobre o montado, a produção de cortiça, o saber e os cuidados exigidos na sua extração.

Nota: Estes textos reflectem unicamente a visão/opinião subjectiva e pessoal dos fotógrafos responsáveis pelos Workshops, justificando porque a consideraram como “causa”.

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