Terras de Basto

O Mel (Mondim de Basto)

A criação de abelhas para produção de mel é uma arte e uma paixão. Nas vozes dos apicultores vê-se o sentimento, apego e admiração pela organização e funcionamento das abelhas à volta da sua comunidade. Há um conjunto de saberes envolvidos, que são múltiplos, diversos e complexos, fundamentais de controlar para garantir a manutenção de uma colmeia saudável, resistente às ameaças e a produzir bom mel. Mondim de Basto e a Serra do Alvão são um excelente exemplo desta dinâmica, com inúmeras silhas em funcionamento.

CAUSA: no contacto direto e na conversa com produtores locais, sentir um pouco do que está envolvido, na vida das abelhas e de um apicultor; registar as emoções dos apicultores quando falam das suas abelhas; admirar algumas das ferramentas que este trabalho envolve; visita a algumas estruturas ancestrais mas ainda atuais de proteção das colmeias na floresta.

As Camélias e a Topiária (Celorico de Basto)

No litoral norte de Portugal, as camélias (ou japoneiras, Camellia japonica) têm raízes fortes na cultura dos jardins e parques, privados ou públicos. Em diferentes portes, em arbusto ou árvore, a planta reúne orgulho e afeição, principalmente de quem as tem e delas cuida. Enquanto a planta vive, envolve conhecimento e acompanhamento desde a sua plantação, atravessando gerações de proprietários, câmaras e jardineiros. Mas nesta região de Celorico de Basto a grande arte, cultura e história à volta das camélias vê-se na impressionante arte da topiária, formando e acompanhando autênticas árvores e joias de jardim, na escala e ritmo temporais das plantas. Se as inúmeras variedades da planta já nos fazem admirar as flores que dela brotam, a largura e as formas dos troncos educados por gerações de jardineiros fazem-nos sentir a pequenos perante tamanha grandeza.

CAUSA: colher um pouco da história, cultura e das técnicas que estão envolvidas na topiária, divulgando e transmitindo-a; observar a variedade de plantas, flores, folhas das camélias e até dos jardins onde se situam; contactar diretamente com os donos e jardineiros, conversando e percebendo um pouco das suas vidas; apreciar a importância da transmissão de conhecimento e da formação do jardineiro; ver como há novas gerações de jardineiros a prosseguirem a história.

Os Solares (Celorico de Basto)

Em complementariedade e cumplicidade com deslumbrantes jardins, camélias, buxo e grandes árvores, os solares da região são pilares fundamentais na gestão do território, nas componentes arquitetónica, agrícola, paisagística, histórica, mas também social e humana. Constituem, eles próprios, marcos de uma história única e características do norte do Portugal e, em especial, desta região. Na sua rica diversidade, distribuição geográfica e relação com o campo, são mais outras jóias a preservar, admirar e divulgar, nesta região.

CAUSA: contactar diretamente com algumas das pessoas envolvidas, especialmente alguns/algumas proprietário(a)s; colher da história por detrás de variados solares, registando a sua singularidade e diversidade; registar, visual e fotograficamente, a relação com os jardins e com as camélias.

Nota: Estes textos reflectem unicamente a visão/opinião subjectiva e pessoal dos fotógrafos responsáveis pelos Workshops, justificando porque a consideraram como “causa”.

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